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HTML 5 + CSS3, C# + Java e Windows Phone 7 em um post!

by Luiz Jr 24. dezembro 2011 10:43

Sim, este post tratará sobre estes três assuntos: HTML5 + CSS3 (+Javascript), interoperabilidade entre sistemas Java e .NET (não necessariamente C#) e Windows Phone 7, mas não, não serão ao mesmo tempo, hehehe. Neste final de ano o pessoal da Microsoft Brasil resolveu suar a camisa e nos entregar uma série de treinamentos gratuitos para capacitar os desenvolvedores de suas plataformas melhor. O post é breve, afinal ninguém quer ficar lendo nerdices em plena véspera de Natal, exceto eu é claro...

HTML5 &  Javascript Center

A Microsoft criou um hotsite chamado HTML5 & Javascript Center, onde dão muitas informações sobre como utilizar HTML5, CSS3 e Javascript juntos para criar páginas web ainda melhores. O site já contém muito material, incluindo tutoriais simples como uso da tag Áudio e Vídeo até coisas mais complexas como manipulação da tag Canvas (o canivete suíço do HTML5). Além disso, boa parte desse material está em Português, e mesmo o material em inglês é fácil de entender (afinal HTML é HTML em qualquer idioma...). O site também contém links de referências e está muito bem organizado por categoprias. Vale a pena conferir no http://msdn.microsoft.com/pt-br/hh442325.

Interoperabilidade entre Java e .NET

Desde que venho acompanhando a comunidade em torno da Microsoft Brasil em 2008, pude notar que uma postura que se instaurou na cia. é a de interoperabilidade de plataformas. Ultimamente a Microsoft tem lançado cada vez mais soluções interoperáveis, como seu Hyper-V e SCVMM para Linux, WebMatrix para PHP, TFS para Eclipse, Azure para PHP, Java, etc; material dedicado a HTML5 + CSS3 (existe algo mais interoperável que uma página HTML?), disponibilização de fontes para o pessoal do projeto Mono e Moonlight e por aí vai. Isto foi uma atitude muito inteligente do novo CEO Steve Ballmer, que tem atraído mais união entre os desenvolvedores de diferentes plataformas.

Dentro desta mesma linha, recentemente a Microsoft Brasil colocou no ar uma nova página dentro de seu famoso Centro de Treinamento (que eu já citei em outro post): Interoperabilidade entre Java e .NET. Todo mundo que está no mercado a alguns anos e já trabalhou em algumas empresas diferentes sabe que hoje Java e .NET são os bam-bam-bams do mercado mundial de software. As maiores cias. de software do mundo desenvolvem em tais tecnologias e os maiores salários do mercado são ofertados para analistas e desenvolvedores das mesmas. Parece que esse panorama não irá mudar nem mesmo com a crescente das aplicações móveis, uma vez que você pode continuar usando Java e .NET para programar para Android e iOS.

Mas voltando ao assunto da página, acesse http://msdn.microsoft.com/pt-br/hh314025, lá você encontra tutoriais em português sobre o funcionamento das arquiteturas (que são muuuito parecidas), sobre como fazer serviços Java conversarem com .NET e o inverso, como utilizar WCF e Glassfish e inclusive como colocar JEE na nuvem do Azure!

Windows Phone 7

E a minha notícia favorita de final de ano: uma página novinha em folha no Centro de Treinamento somente sobre Windows Phone 7 e 100% em português! Lembram-se de meu post anterior sobre Windows Phone 7, onde falei sobre os vídeos existentes no Channel 9, com o Bob Tabor? Pois é, agora temos a nossa versão tupiniquim e com ótimo conteúdo. Acesse http://msdn.microsoft.com/pt-br/hh230679 e veja uma gama completa de conteúdos como instalação do ambiente, Silverlight, XNA, deploy, debug, app lifeycle, gestos, orientação, themes, globalization, SQL Server Compact (toma SQLite!), GPS e por aí vai.

Resta saber se a parceria Microsoft + Nokia vai emplacar o WP7 na terra do Blanka, uma vez que nossa carga tributária é altíssima e fica difícil concorrer com o Android, que possui aparelhos em torno de R$500. Mas já é bom ir se adiantando, não é mesmo?

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O que fazer depois da escola?

by Luiz Jr 10. maio 2011 23:19

Ouço muitas pessoas criticarem os cursos de bacharelado todos os dias. Geralmente o fazem pessoas com pouca instrução formal, que por falta de capacidade financeira ou simples ignorância, desdenham os cursos superiores tradicionais, chamamdo-os de antiquados, fora da realidade do mercado e longos demais. Como bacharel que sou, sinto-me um pouco ofendido, uma vez que estas pessoas, de certa forma, criticam o caminho pelo qual optei e que tantos me benefícios me trouxe e ainda trará. Recentemente estava com várias idéias sobre o que escrever a respeito, e quando li o excelente post Devo Fazer Faculdade? no blog do Fábio Akita, me motivei a também falar a respeito.

Distanciamento do Mercado

Em primeiro lugar, bacharelado não visa inserir ninguém no mercado de trabalho. Ponto. As pessoas que buscam os cursos de bacharelado tem a falsa sensação (ou lhes vendem esta idéia absurda) de que a faculdade é uma espécie de curso profissionalizante pra entrar no mercado. É óbvio que pessoas com instrução superior estarão sempre em vantagem em entrevistas de emprego, seleção de currículos, etc, mas isso porque os empregadores analisam apenas currículo e não necessariamente o conteúdo vistos no curso ou os conhecimentos reais das pessoas. Ou então estão apenas querendo estagiários para baratear mão-de-obra (caso mais comum). Cursos de bacharelado visam fomentar o estudo de uma área de conhecimento, como as Ciências da Computação, a Engenharia da Computação ou os Sistemas de Informação. Elas visam instigar o aluno a pesquisar, ler, estudar, desenvolver novos estudos em cima de trabalhos já existentes e não formar meros profissionais. Se posso resumir o que foi dito em apenas uma frase é: o bacharel é um cientista, e não um profissional.

Técnico, Tecnólogo ou Bacharelado

Então você sai do Ensino Médio e o mundo cai sobre seus ombros, lhe forçando a escolher um caminho a seguir. Digamos que você seja alguém que curte tecnologia, informática, etc, nada mais natural que busque se aperfeiçoar nessa área para evitar ter de fazer serviços mundanos pro resto da vida, como trabalhar em linha de produção, trabalhos braçais, etc. Nada contra, apenas acredito que não se deve desperdiçar o potencial de grandes mentes com esses serviços. Mas o que fazer a seguir? Um Técnico em Informática? Um Tecnólogo em Desenvolvimento de Sistemas? Um Bacharelado em Ciência da Computação? Você realmente tem certeza que quer virar um nerd?

Não vou entrar aqui no mérito da qualidade das instituições. Conheço muito Tecnólogo por aí que bate de frente com bacharelados, e muito Técnico caça-níquel, que só pensa na grana do aluno e não lhe entrega um conhecimento de valor. Estou falando dos cursos em si, com uma visão utópica de que o aluno sabe quais instituições são de confiança, sólidas, etc. Daí entra a visão que o aluno tem quanto aos seus objetivos na vida. Se ele não tem certeza do que quer ainda, a melhor opção é encarar o técnico. O custo é menor, o período também. Seu foco é mais profissionalizante, ou seja, com rápida ingressão no mercado de trabalho. Se não era exatamente o que quer da vida, os conhecimentos lhe ajudarão com outras profissões de escritório que possa vir a ter. Mas se você tem certeza de que computação não é apenas um hobby, e quer que se torne seu ganha pão, busque algo mais.

Os tecnólogos são uma alternativa meio-termo aqui. Um pouco mais longos que os técnicos mas menores que o bacharelado, eles possuem um custo mediano também. Estes cursos unem as qualidades de dois mundos, mas atraem cada vez mais um público um tanto quanto hipócrita. Geralmente quem opta por um tecnólogo (geralmente) está querendo uma vida mansa, gastando pouca grana, colocando um curso superior no currículo e terminando mais rápido. Muitos se iludem com o fato de que terão uma graduação e poderão fazer um Mestrado ou MBA depois, sendo que 99% desses preguiçosos nem mesmo sabem o que é um MBA. Eles citam que no tempo de uma graduação comum, terão curso de Mestrado, mas não sabem nem da metade dos sacrifícios necessários para conciliar serviço e Mestrado e como não estão acostumado com uma trilha de pesquisa mais teórica e menos prática, como as vistas no bacharelado, jamais conseguiriam se adaptar a um Mestrado em uma instituição de renome. Mas não estou aqui para criticar esse pessoal, nem mesmo criticar o modelo dos cursos tecnológicos superiores. Veja se a instituição é credenciada no MEC. Converse com graduados nestes cursos (são tão recentes, que é difícil de encontrar muitos). Mas se for optar por um, não o faça por preguiça de cursar 5 anos de faculdade, faça para se atualizar, faça para complementar seu técnico. Se você tem preguiça para fazer algo tão simples quanto estudar, imagina quando tiver trabalhar de verdade...

E por fim, o bacharelado. Você gosta de estudar? Mesmo? Bacharéis são pesquisadores. Bacharéis de tecnologias como a informática estudam com afinco as tecnologias passadas para criarem as futuras. Ninguém aprende a como fazer um sistema xyz que está vendendo muito no mercado. O bacharelado não é um curso profissionalizante para que domine a linguagem W ou a plataforma S. Os bacharéis trabalham com abstrações, com raciocínio, com lógica, com algoritmos mais puros possíveis. "Ah mas eu via Delphi no técnico e agora vejo só C na faculdade". Isso mesmo. E se acha que é dureza ficar 5 anos na faculdade, escrevendo artigos, fazendo pesquisas, estudando tecnologias antiquadas, nem tente imaginar como é um Mestrado. O pessoal gosta muito de dizer "Eu não sou bacharel, mas sei programar melhor do que um". E? Bacharel é programador agora? Ninguém estuda 5 anos de faculdade pra aprender como programar em Java ou .NET. Eu sequer vi .NET na faculdade. ASP.NET tu aprende em um mês e meio nos cursos que eu ministro pelo RS afora, tu não precisa nem de professores pra isso.

Mas pra que servem os bacharéis então? Eles sabem programar pior do o rapaz que só fez técnico. Na verdade nem sempre. Muitos bacharéis gostam o suficiente de algoritmos para buscarem o domínio de linguagens de programação fora do curso comum. Não é esse o intuito das instituições universitárias, mas pode ser o intuito do estudante, sem problemas. Mas voltamos ao questionamento: para que servem os bacharéis? Você já ouvi falar no MIT? Foi no Massachussets Institute of Technology de onde saiu os estudos do genoma humano, da pesquisa espacial da década de 60, os primeiros computadores digitais e até o cinema colorido. Tudo feito por bacharéis e graduandos superiores. É isso que bacharéis fazem: inovação. Obviamente você não precisa fazer inovação apenas dentro de laboratórios de informática, mas também em empresas, apenas esqueça esse papo de "não preciso de faculdade pra saber programar". É claro que não precisa. "Ah mas eu não vejo ASP.NET na faculdade, buáááá", Scott Guthrie também não viu. Ele graduou-se como bacharel em 1997 na Duke University sem nunca ter visto ASP.NET em sua vida. Isto porque no mesmo ano ele começou a criá-lo. Isso é o que um bacharel faz. Quantos auto-didatas da área de tecnologia da informação você conhece que criaram algo realmente grandioso como o ASP.NET, o Java ou o Google? Este último foi criado por dois DOUTORES em informática.

Pense a respeito do que quer para seu futuro. Você quer ser um ótimo profissional? Sem problemas, talvez o bacharelado te ajude, mas não é o que irá te dar os conhecimentos essenciais para isso. Tente ao menos uma especialização depois dele. Você quer criar inovação? Saiba que é pré-requisito para trabalhar no Google uma graduação em algum curso superior de tecnologia da informação. Quer uma empresa mais inovadora que o Google? O Facebook de Mark Zuckerberg só contrata alunos e ex-alunos da Ivy League, as faculdades mais prestigiadas dos EUA, mesmo tendo Mark largado a faculdade para cuidar da empresa. É o típico "faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço".

Ciências, Sistemas ou Engenharia

Não me deterei falando de técnicos ou tecnólogos, visto que sou suspeito para falar. Dentre os bacharelados tradicionais, quais são as diferenças? Quais os objetivos? O que muda?

O curso de Ciências da Computação visa construir conhecimento em torno das tecnologias computacionais criadas até hoje. Os algoritmos, as redes, os compiladores, as linguagens, os sistemas operacionais. Ela se focará em estudos técnicos e teóricos sobre estruturas de dados, inteligência artificial, computação gráfica e segurança de sistemas. Note que são diversas áreas abordadas e todas com um perfil extremamente técnico, então não entre nesse curso se tem aversão à pesquisas extenuantes ou escovação de bits...

Sistemas de Informação, o antigo Análise de Sistemas. Teoricamente deveria formar analistas de sistemas como o próprio nome sugere, mas sinceramente nunca conheci um analista que não tivesse sido programador antes...Dependendo da grade curricular da instituição, o curso de Sistemas tem apenas 11 cadeiras diferentes do curso de Ciências. Todas de Administração. Ou seja, esse curso tem características mais administrativas como gestão de tecnologias, gestão da informação, gestão empresarial, gestão de recursos humanos e por aí vai. Se você vê a informática como uma poderosa ferramenta de Bussiness Intelligence, este é seu curso. Apaixonados por informática, optem pelo anterior ou pelo próximo.

O curso de Engenharia da Computação é o mais obscuro para mim. Embora eu saiba do que se trata, nunca conheci um formado neste curso ou sequer tive contato com a grade de um. Trata-se de um estudo teórico aprofundado do hardware, enquanto que os demais cursos se focam em software. Estudo de arquiteturas computacionais, processadores, memórias, muita física e matemática. Estou para te dizer que esse curso demanda mais paixão por tecnologia do que os anteriores, visto que é o que tem o menor mercado dentre os três. Não que seja um mercado pequeno...

E depois?

Se você tem dúvidas sobre o que fazer agora, não lhe recomendo pensar muito no que fazer depois da graduação. Basicamente há dois caminhos a seguir? Ou talvez três considerando o mais fácil que é parar de estudar...O primeiro deles é obter um diploma Sctricto Sensu, o famoso Mestrado. Voltado à pesquisa e docência, o Mestrado é pré-requisito para trabalhar nos maiores projetos de pesquisa do mundo, e para trabalhar nas universidades mais prestigiadas do Brasil. São 2 anos de pura teoria, experimentações, estudos, etc e é extremamente difícil de conciliar com o trabalho, vai por mim. A outra alternativa são os cursos Lato Sensu, as chamadas Especializações. Notem que ambos, Stricto e Lato Sensu, são Pós-Graduações, pois ocorrem depois da graduação. O que diferencia os mesmos são os seus objetivos. Enquanto que o primeiro é uma espécie de meia-graduação especializada em uma área de pesquisa (computação embarcada, por exemplo), o segundo é voltado ao mercado de trabalho.

Os cursos Lato Sensu são as especializações e os cursos de MBA. Possuem grande renome no mercado de trabalho, e dependendo da instituição lhe permitem atuar como docente. Nada contra, desde que feito em uma instituição de verdade. Até que eu tenha terminado minha pós-graduação não quero falar muito a respeito mas com certeza é recomendado. Encare os fatos: a graduação tradicional é o "Ensino Médio" do Ensino Superior. Você não sabe um pouco de tudo, mas nada concreto de uma área, a menos que avance nos estudos.

Conclusões

Note que não estou criticando quem opta por não fazer uma graduação. Conheço ótimos profissionais sem graduação, com uma sólida carreira e vastos conhecimentos em sua área de atuação. Mas não existe nenhum cientista da computação sem uma, ou ao menos sem ter começado uma graduação (como Steve Wozniak). O Eniac foi criado por cientistas da computação do exército americano em 1945. O Google foi criado por doutores da computação na década de 90. O Facebook dos anos 2000 foi criado por um estudante de Harvard. O Windows de Bill Gates e Paul Allen também. Linus Torvalds cursou a Universidade de Helsinki antes de criar o Linux. Atrás de cada grande invenção realmente importante no mundo da informática, está um graduando ou graduado em um bacharelado. Pense nisso na hora de tomar sua decisão: você quer fazer a diferença?

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Fraude na contratação de estagiários

by Luiz Jr 6. maio 2011 11:18

Nestes tempos conturbados de contratações abaixo de salários compatíveis, subvalorização da mão de obra em diversas empresas e aproveitamento da mão de obra barata estagiária, segue um excelente e-mail que recebi do sr. Vinicius Gass, advogado gaúcho que faz parte do escritório Campoli e Gass Advogados (www.gassadvogado.adv.br). Para você que é estagiário, leia com atenção para conhecer seus direitos e deveres. Para você empregador, faça valer a lei.

Fraude na contratação de estagiários

Estágio é o ato educativo escolar supervisionado, desenvolvido no ambiente de trabalho, que visa à preparação para o trabalho produtivo de estudantes. O estágio integra o itinerário formativo do estudante e faz parte do projeto pedagógico do curso (art. 1º e seu § 1º da Lei 11.788/2008).

Na maioria das vezes, muitas empresas vêm se aproveitando dos estágios para burlar a legislação trabalhista. A justiça do trabalho vem descaracterizando este tipo de estágio que tem como objetivo apenas utilizar o estagiário como uma mão-de-obra barata.

Vejam quais são os requisito primordiais que as empresas devem cumprir para que o contrato de estágio seja válido.

  • As atividades devem ser compatíveis com o curso, proporcionando APRENDIZADO ao estudante.
  • Atividades repetitivas e estagiários exercendo as mesmas funções de um empregado podem acarretar vinculo empregatício à empresa.
  • O cumprimento da carga horária estipulada na Lei de Estágios (30 horas semanais, exceção casos previstos em lei).
  • O acompanhamento do estágio deve ser efetivo pelo professor orientador da instituição de ensino e pelo supervisor da empresa, comprovado por vistos nos relatórios.

Quando a empresa não cumpre um destes requisitos, a justiça do trabalho vem descaracterizando a relação de estágio, obrigando as empresas a reconhecerem o vínculo empregatício da função, com direito a anotação na Carteira de Trabalho e pagamento de todas as verbas trabalhistas segundo a CLT.

Em outros termos, inexistindo comprovação de que o trabalho prestado, formalmente, sob a condição de estágio corresponda à complementação da aprendizagem do estudante e de que a instituição de ensino tenha participado dessa contratação, não como mera facilitadora, mas sim orientando e, inclusive, fiscalizando sua execução, tem-se que não houve contrato de estágio entre as partes, mas sim, relação de emprego.

Segue abaixo uma recente decisão do Tribunal Superior do Trabalho em relação a esta matéria:

EMENTA: CONTRATO DE ESTÁGIO. DESVIRTUAMENTO. Não há como reconhecer a validade do contrato de estágio, quando as atividades exercidas pelo estagiário não guardam relação com o aprimoramento acadêmico. Desvirtuada a finalidade do contrato de estágio, configura-se a relação de emprego entre as partes, devendo ser garantidos ao trabalhador os direitos trabalhistas daí decorrentes, com força no artigo 9º da CLT.

Para maiores informações, entrem em contato com o sr. Vinicius pelo e-mail vinicius@gassadvogado.adv.br.

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Desenvolvendo games e aplicações para Windows Phone 7

by Luiz Jr 2. maio 2011 21:03

Hoje venho trazer para vocês algumas informações a respeito de programação mobile. E não estou falando da hedionda programação para PalmOS que eu fazia nos idos de 2007, mas programação mobile de alto nível com frameworks de verdade. Não, também não estou falando do badalado Android ou do cool iOS (nada como palavras-chave para ser bem indexado no Google!), estou falando do Windows Phone 7, o mais novo sistema operacional mobile da Microsoft. Após anos no ostracismo com o "razoável" Windows Mobile 6.1 (que aliás é o SO mobile que utilizo), a Microsoft decidiu chutar o pau-da-barraca assim como fez no Desktop e entrar de vez na briga mobile. Embora sejamos Blankas e não tenhamos acesso (ainda) à este fantástico SO, já temos como sair na vanguarda no desenvolvimento de tais aplicações, que vocês verão a seguir, é mais fácil do que parece.

Desenvolvimento Windows Phone 7 para Absolutos Iniciantes

Sim é isso mesmo. Bob Tabor, da Microsoft USA, criou uma série de video-aulas com um título um tanto inusitado. Ele conta logo no vídeo introdutório (sim, é em inglês) que a idéia da série de vídeos é mostrar a programação para Windows Phone 7 para desenvolvedores que nunca utilizaram C# antes e nem memso Silverlight. Para quem não sabe, a partir do Visual Studio 2010 a Microsoft não oferece mais ferramentas de desenvolvimento para Windows Mobile 6, pois o Windows Phone 7 utiliza Silverlight de forma nativa como plataforma de aplicativos. Não obstante, o excelente Visual Studio for Windows Phone 7 Express inclui o fantástico framework para games XNA para que você desenvolva games para a plataforma também.

A idéia da série de vídeos (calma, já vou passar o link) possui uma estrutura dividida em 4 dias de estudo. Enquanto que nos 3 primeiros dias são passados conhecimentos formais de programação, tanto básica quanto focada na plataforma mobile (quem já programou para desktop verá que é muito barbada) no último dia ele ensina a desenvolver uma aplicação completa utilizando recursos de hardware e software do dispositivo, como seu GPS, a aplicação de bloco de notas, etc. Bob é muito bom instrutor e mesmo quem não entenda fluente a língua inglesa (infelizmente, meu caso) consegue compreender seus vídeos e sair repetindo os passos. Então voilá, o link para as videoaulas de Windows Phone 7 para completos iniciantes é este: http://channel9.msdn.com/Series/Windows-Phone-7-Development-for-Absolute-Beginners

Visual Studio 2010 for Windows Phone 7 Express

Para programar para seu mais novo objeto de desejo (e não falo do iPhone 4 ou do Nexus One, ma snão posso perder a oportunidade de aumentar a minha densidade de palavras mobile), é necessário a instalação de uma patch para o seu já conhecido Visuaol Studio 2010. O patch instalará no seu PC uma série de itens que são necessários para o desenvolvimento mobile com Windows Phone. De longe o mais útil deles é o emulador do dito-cujo, afinal, nós brazukas ainda não temos a oportunidade de colocar as mãos neste smartphone, desta forma, sempre que queremos executar nosso código e ver como ele se comportará no Windows Phone de verdade (no dos gringos, sei lá) usamos o emulador para isso, que é vinculado ao Ctrl + F5 do Visual Studio quando utilizado sobre um projeto de Windows Phone 7 Application. Os projetos são outros itens importantes do patch e são divididos em XNA Games e Windows Phone 7 Applications, ou seja, você pode tanto matar aquele seu desejo de infância de criar seus próprios games quanto de criar suas aplicações mobile (cada um com sua infância perturbada, não é mesmo?).

Não vou colocar aqui um passo-a-passo de como fazer Next-Next-Finish deste patch, primeiro porque tenho mais o que fazer e segundo porque o próprio Bob Tabor (quem? o cara dos vídeos que citei antes) já fez isso no segundo vídeo senão me engano. Ainda assim vou dar uma colher de chá e colocar o link para download de tudo o que é necesário para sair programando mobile. Segue o link com os downloads: http://create.msdn.com/en-us/home/getting_started, baixa tudo que tem neste link e depois instala na mesma ordem que não tem erro.

App Hub: A App Store da Microsoft

Então você viu os vídeos do Bob, instalou as ferramentas e criou algo mais ultra-revolucionário e "Angry Birdístico" que já existiu na face da Internet mas ninguém além de você sabe desse feito, o que fazer? Não é somente o Google e a Apple que possuem um feirão online de aplicativos e games prontos para serem baixados/comprados/pirateados, a Microsoft também tem o App Hub. Não sei a quantas anda o número de aplicativos disponíveis, já que sou um cidadão de terceiro mundo por fora das trending hypes dos aplicativos mobile, mas se você desenvolve para X-Box ou Windows Phone 7, é lá que seu aplicativo deve estar, com toda certeza. Ok, R$180 pilas ao ano é algo meio salgado a menos que você tenha certeza que inventou o próximo Bubble Breaker da vida e vá ficar milionário que nem o garotinho americano de 14 anos que está na Info desse mês. Mas caso você não tenha tanta certeza assim, eu sugir colocar em um blog particular, receber algum feedback e só depois pagar essa grana toda. Bem que o Tio Bill podia ter subsidiado isso como mais uma prova de caridade com países sub-desenvolvidos... Link do App Hub: http://create.msdn.com/en-US/

De qualquer forma, o App Hub está lá e espero que faça tanto sucesso quanto suas contrapartes de Mountain View e de Cupertino. Pelo menos seria uma boa oportunidade para nós desenvolvedores C# filarmos uma fatia desse gordo mercado mobile que está em franca expansão.

App-a-Thon: Concurso de programação Windows Phone 7

Visando fomentar o desenvolvimento de aplicações mobile para Windows Phone, principalmente entre os gênios das grandes universidades estadunidenses, a Microsoft bolou uma espécie de concurso cultural (onde não precisa ter cultura para participar) onde ela premia as melhores criações de games para Windows Phone 7 com games para X-Box 360, dinheiro vivo e é claro, exposição como um case de sucesso. Para quem dedenha ser um case da Microsoft, os dois inventores do Solitaire, do Spades e do WordSearch para Windows Phone 7 já ganharam mais de 12mil dólares com a venda de seus games no App Hub, e eles são estudantes de faculdade!

A maratona de aplicações da Microsoft é voltada aos estudantes, que inclusive não pagam para ter seus games inscritos no App Hub, afinal, todo universitário é quebrado mesmo. Basta que você use o mesmo login que utiliza no Dream Spark para se cadastrar na promoção e arregaçar as mangas. O link da App-a-Thon é: http://www.wpstudentapp.com/

Conclusões

O mercado de SmartPhones está aquecido, isso ninguém pode negar. Enquanto que plataformas consolidadas como o iPhone atraiam a maior parte do interesse dos desenvovledores, o Android chegou e em pouquíssimo tempo já está tomando conta de muitos clientes Symbian. Ok, o Symbian estava fadado ao fracasso já a algum tempo (era tão certo quanto a jurássica Palm), mas o crescimento vertiginoso do Android, graças ao apoio do gigante Google, alavancaram suas vendas o que em pouco tempo pode significar uma afronta ao mercado dos iTards. E pra complicar ainda mais a briga, a Microsoft entra no mercado com um dispositivo de peso. Não estou falando das fraquíssimas tentativas anteriores de emplacar um SO mobile que era uma recauchutação do finado Windows CE, mas sim de um SO criado do zero, assim como o bem-sucedido Windows 7. Me arrisco a dizer que dentro de pouco tempo teremos 3 plataformas brigando pelos clientes remanescentes da Symbian e outros SOs ultrapassados...E você, vai ficar de fora dessa briga? Pára de ficar lendo notícias da morte do Bin Laden e vai programar!

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